O Estado do País

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Depois de resolvidos os problemas, numa sociedade mais desigual, em que aqueles que procuraram o trabalho e a riqueza activamente, que enriqueceram pela sua labuta, vão ter de partilhar o que tem com aqueles que nada fazem, que nada merecem, que se queixam pelo outro ter tudo e eles nada (mas nada fazem para o ter)...isso é o futuro!

Sim, belo futuro. É nessa altura que surge a esquerda triunfalista e dá cabo de tudo! Sim, como o fez antes e o fará no futuro. O estado social é já ali, ao alcance do poder e ao alcance dos que pretendem o dinheiro desses "déspotas" dos patrões e desses abusadores dos trabalhadores por contra de outrém que enriquecem com o dinheiro do tal patronato que não interessa a ninguém...

O filme voltará a rebobinar sem dúvida. A próxima sequela será daqui a 10 anos...
 
«quando os maiores problemas económicos estiverem resolvidos e a sociedade mais desigual»

Então se há desigualdade como é que os problemas económicos estão resolvidos?

Esse jornal "económico" é uma comédia. Também é daqueles grupos financeiros que já começou a despedir trabalhadores para se ajustar ao contexto. Os textos como é óbvio começam a descair para o ridículo.
 
Depois de resolvidos os problemas, numa sociedade mais desigual, em que aqueles que procuraram o trabalho e a riqueza activamente, que enriqueceram pela sua labuta, vão ter de partilhar o que tem com aqueles que nada fazem, que nada merecem, que se queixam pelo outro ter tudo e eles nada (mas nada fazem para o ter)...isso é o futuro!

Sim, belo futuro. É nessa altura que surge a esquerda triunfalista e dá cabo de tudo! Sim, como o fez antes e o fará no futuro. O estado social é já ali, ao alcance do poder e ao alcance dos que pretendem o dinheiro desses "déspotas" dos patrões e desses abusadores dos trabalhadores por contra de outrém que enriquecem com o dinheiro do tal patronato que não interessa a ninguém...

O filme voltará a rebobinar sem dúvida. A próxima sequela será daqui a 10 anos...

Não tenho nada contra por quem é rico, principalmente quem enriquece fruto do trabalho, quando falo de trabalho obviamente não falo de exploração. Obviamente que a crise não está em quem trabalha e em quem enriqueceu em função do trabalho nem nos trabalhadores que retêm salários miseráveis ou em alguns funcionários públicos. A crise vem de "bolhas" sistémicas alimentadas pela grande gula capitalista que desregula os mercados. Não é do pequeno empresário, do trabalhador ou do estado social mas sim da espéculação gananciosa, dos mercados invisiveis baseados em movimentações de capitais "invisiveis" ao sistema fiscal, do dinheiro sem cor, sem forma, apenas numeros...
 
Não tenho nada contra por quem é rico, principalmente quem enriquece fruto do trabalho, quando falo de trabalho obviamente não falo de exploração. Obviamente que a crise não está em quem trabalha e em quem enriqueceu em função do trabalho nem nos trabalhadores que retêm salários miseráveis ou em alguns funcionários públicos. A crise vem de "bolhas" sistémicas alimentadas pela grande gula capitalista que desregula os mercados. Não é do pequeno empresário, do trabalhador ou do estado social mas sim da espéculação gananciosa, dos mercados invisiveis baseados em movimentações de capitais "invisiveis" ao sistema fiscal, do dinheiro sem cor, sem forma, apenas numeros...

Mago, é precisamente isso que penso. Excepto no pretenso estado social que tem sido um cavalo de batalha da esquerda.

O estado social serve para aqueles que não podem contar com mais nada para alêm da ajuda do estado.
Basear o estado social numa ajuda pura e não exigir nada em troca a grande parte do que dela usufruem é subverter o dito estado social.
O social vem de sociedade - trata-se de uma ajuda daqueles que podem aqueles que dela necessitam, não aqueles que dela pretendem usufruir, o que é bem diferente.
Andamos a manter um fardo social que não podemos pagar. Muitos nada mais fazem do que ter o papo para o ar, sempre à espera de mais. Mas quando os que ajudam (o contribuinte líquido está tão espremido) não podem mais, geram-se inúmeros conflitos como os que temos.
Tenho 18 anos de trabalho activo e de descontos sem que 1 cêntimo escape do olho do fisco. Mas agora custa-me mais do que nunca ver quantos andam por aí a usufruir indevidamente deste contributo...

Os "encostados" daqui por uns anos vão querer mais quando o dinheiro começar a fluir (10 anos?! Seria bom que assim fosse!). É nessa altura que a esquerda vai crescer novamente apioada no protesto do costumeiro "coitado".
E no seguimento disso teremos um retrocesso social.

P.S.: nem a política de direita ou de esquerda são perfeitas. O que acredito é num sistema misto e numa ética social a todos os níveis.
 
Depois de resolvidos os problemas, numa sociedade mais desigual, em que aqueles que procuraram o trabalho e a riqueza activamente, que enriqueceram pela sua labuta, vão ter de partilhar o que tem com aqueles que nada fazem, que nada merecem, que se queixam pelo outro ter tudo e eles nada (mas nada fazem para o ter)...isso é o futuro!

Sim, belo futuro. É nessa altura que surge a esquerda triunfalista e dá cabo de tudo! Sim, como o fez antes e o fará no futuro. O estado social é já ali, ao alcance do poder e ao alcance dos que pretendem o dinheiro desses "déspotas" dos patrões e desses abusadores dos trabalhadores por contra de outrém que enriquecem com o dinheiro do tal patronato que não interessa a ninguém...

O filme voltará a rebobinar sem dúvida. A próxima sequela será daqui a 10 anos...



Um bom exemplo disso é o Reino Unido. A esquerda destruiu a economia e teve de ser a senhora Tatcher a pôr a casa em ordem. Agora os Trabalhistas estragaram tudo de novo e terá de ser o senhor Cameron a pôr de novo ordem na casa.
 
Os governos conservadores de Thatcher enfrentaram a recessão 4 vezes em 11 anos além do único período de verdadeira expansão económica ter sido o que se sucedeu à guerra das malvinas. Quando saiu em 1990, a economia enfrentou o 2º maior periodo de recessão prolongada superado apenas por aquele que ela própria criou com as medidas absurdas de desregulação económica e financeira em 1980. Claramente a economia estava em ordem.

Cameron é um personagem pequeno. Quis fazer um número bonito para dentro do partido e mostrar que mandava com a velha teoria neoliberal debaixo do braço. Retirou o dinheiro que estava a circular, reclassificou classes sociais, aplicando o mantra do "mudar de vida", o dinheiro por quem o merece. Teve o que esperava. A economia caiu e ainda não há sinais de recuperação.
 
História(s) do imperialismo

Entre 1862 e 1873, o Egipto recorreu a oito empréstimos estrangeiros, totalizando 68,5 milhões de libras. No entanto, com amortizações e juros, o país ficou só com 11 milhões de libras para investir na economia.
Perante com as dificuldades de financiamento, Khedive Ismail (Vice-rei) começou a vender activos do estado Egípcio (como o Canal do Suez, vendido por um quarto do que tinha custado). Entre 1876 e 1880, as finanças do Egipto foram dirigidas por técnicos britânicos, franceses, italianos, austríacos e russos, cujo interesse principal era a protecção dos credores. Cada plano apresentado era mais irrealista do que o anterior, com aumentos drásticos dos impostos. Em 1878, dois comissários europeus foram “convidados” a entrar no governo do vice-rei. Quando, em 1879, o vice rei Khedive Ismail tentou livrar-se dos dois comissionários, França e o Reino Unido pressionaram o Sultão Otomano a demitir o vice-rei. Khedive foi prontamente substituído pelo seu filho.

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/historias-do-imperialismo.html

http://www.guardian.co.uk/books/2009/oct/31/arabs-eugene-rogan-robert-irwin
 
História(s) do imperialismo

Entre 1862 e 1873, o Egipto recorreu a oito empréstimos estrangeiros, totalizando 68,5 milhões de libras. No entanto, com amortizações e juros, o país ficou só com 11 milhões de libras para investir na economia.
Perante com as dificuldades de financiamento, Khedive Ismail (Vice-rei) começou a vender activos do estado Egípcio (como o Canal do Suez, vendido por um quarto do que tinha custado). Entre 1876 e 1880, as finanças do Egipto foram dirigidas por técnicos britânicos, franceses, italianos, austríacos e russos, cujo interesse principal era a protecção dos credores. Cada plano apresentado era mais irrealista do que o anterior, com aumentos drásticos dos impostos. Em 1878, dois comissários europeus foram “convidados” a entrar no governo do vice-rei. Quando, em 1879, o vice rei Khedive Ismail tentou livrar-se dos dois comissionários, França e o Reino Unido pressionaram o Sultão Otomano a demitir o vice-rei. Khedive foi prontamente substituído pelo seu filho.

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/historias-do-imperialismo.html

http://www.guardian.co.uk/books/2009/oct/31/arabs-eugene-rogan-robert-irwin

Que belo exemplo foste encontrar, esse Khedive Ismail, um louco esbanjador com a mania das grandezas.
 
Que belo exemplo foste encontrar, esse Khedive Ismail, um louco esbanjador com a mania das grandezas.

Louco esbanjador? Possuia o maior canal de negócios daqueles tempos, o Canal do Suez. E apesar de ser "co-administrado" com as melhores escolas financeiras da europa não foi capaz de com elas evitar a falência. É que a falência do Khedive era decidida noutras reuniões às quais ele não tinha assento e quando ele percebeu isso foi demitido.
 
E se alguém for deficiente ou doente, deverá o estado e os contribuintes partilhar a riqueza com essas pessoas que também nada fazem? E se alguém for desempregado sem ser preguiçoso? E se alguém tiver tido um breakdown nervoso?

Eu claro que acho que todos devemos contribuir na sociedade - há gente preguiçosa que não merece - mas há outra gente que não pode por incapacitação. O que achas disso?

Algum estado social é necessário.

Uma sociedade do cada um por si parece-me também um outro extremo, muito egoísta. Obviamente muitos jovens, que não são tão dotados ou extrovertidos, vão ficar no desemprego. O resultado será uma sociedade não só desigual mas violenta.


Claro que houve muitos abusos e falta de responsabilidade em Portugal, eu refiro o que é preciso mudar. Não acho que se deva extinguir o subsídio de desemprego. Quem recebe o subsídio de desemprego deverá é sim ser fiscalizado, e trabalhar. Por exemplo, a limpar ruas.

Se acabarmos com o Estado, coisas como o sistema de saúde, muita gente não poderá ser tratada. Não, não é a solução. É preciso é ser mais eficiente no sistema de saúde público. É preciso fiscalizar mais. Mas não privatizar ou acabar com esses serviços. É preciso é fiscalização rigorosa nos orçamentos.

Claro que o outro problema em Portugal (e é por esse motivo que nem a esquerda nem a direita nem o centro conseguem governar, por melhores intenções que tenham) é que há muita corrupção, abusos, cunhas. Essas cultura destrói qualquer sistema, seja baseado na economia de mercado, seja no estado social. Eu sou a favor de ambos os sistemas, coexistindo, é preciso bom senso e é preciso responsabilidade. Algo que funciona em poucos países (aqueles com melhor qualidade de vida e mais felicidade do povo)



Depois de resolvidos os problemas, numa sociedade mais desigual, em que aqueles que procuraram o trabalho e a riqueza activamente, que enriqueceram pela sua labuta, vão ter de partilhar o que tem com aqueles que nada fazem, que nada merecem, que se queixam pelo outro ter tudo e eles nada (mas nada fazem para o ter)...isso é o futuro!

Sim, belo futuro. É nessa altura que surge a esquerda triunfalista e dá cabo de tudo! Sim, como o fez antes e o fará no futuro. O estado social é já ali, ao alcance do poder e ao alcance dos que pretendem o dinheiro desses "déspotas" dos patrões e desses abusadores dos trabalhadores por contra de outrém que enriquecem com o dinheiro do tal patronato que não interessa a ninguém...

O filme voltará a rebobinar sem dúvida. A próxima sequela será daqui a 10 anos...
 
Hás de me explicar onde anda a especulação, os movimentos de capitais, a gula capitalista, a desregulação, blablabla, quando olhas para as execuções orçamentais da República. Sem ironia ou má fé, apenas por curiosidade e vontade de aprender.

Os juros de 7% que Portugal vai pagar aos "agiotas" que perfazem cerca de 35 mil milhões vão ser encaminhados para os empresários honestos que viveram do seu trabalho e que com muita dificuldade mantiveram alguns postos de trabalho mesmo em tempo de "vacas magras" ou então, vão para o estado social, trabalhadorres e pobres resignados e já agora para os funcionários públicos.

Este dinheiro vai para uma série de grupos económicos onde reinam gestores a ganharem milhões num mercados desregulado e sem uma méritrocacia justa e de igualdade de oportunidades. É uma economia de mercado falsa. Um dos problemas da direita é que apenas distingue os ricos pelo seu poderio financeiro, uma espécie de calvinismo ou puritanismo, em que a riqueza absurda pode ser um sinal de serem os eleitos e ganharem o céu.

Uma economia justa não é uma economia marxista nem totalmente liberal, deve haver uma regulação que controle uma desigualdade com tendencias exponenciais. Quanto às execuções orçamentais, obviamente, que têm a sua culpa indissociável, poderia ser mais justas, mais estrutural, talvez a ciência politica nos possa explicar o porque de falhanços sistemáticos dos governos e promessas não cumpridas.
 
História(s) do imperialismo

Entre 1862 e 1873, o Egipto recorreu a oito empréstimos estrangeiros, totalizando 68,5 milhões de libras. No entanto, com amortizações e juros, o país ficou só com 11 milhões de libras para investir na economia.
Perante com as dificuldades de financiamento, Khedive Ismail (Vice-rei) começou a vender activos do estado Egípcio (como o Canal do Suez, vendido por um quarto do que tinha custado). Entre 1876 e 1880, as finanças do Egipto foram dirigidas por técnicos britânicos, franceses, italianos, austríacos e russos, cujo interesse principal era a protecção dos credores. Cada plano apresentado era mais irrealista do que o anterior, com aumentos drásticos dos impostos. Em 1878, dois comissários europeus foram “convidados” a entrar no governo do vice-rei. Quando, em 1879, o vice rei Khedive Ismail tentou livrar-se dos dois comissionários, França e o Reino Unido pressionaram o Sultão Otomano a demitir o vice-rei. Khedive foi prontamente substituído pelo seu filho.

http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/historias-do-imperialismo.html

http://www.guardian.co.uk/books/2009/oct/31/arabs-eugene-rogan-robert-irwin


A propostas para ajudar a Grécia:

Abril de 2010 - Empréstimo financeiro de 110 mil milhões de euros.
Objectivo - Assegurar o pagamento da dívida aos credores, reformar o país com políticas de austeridade que relançariam o crescimento económico.

Julho de 2011 - Proposta para novo empréstimo financeiro de 109 mil milhões de euros.
Objectivo - Assegurar o pagamento da dívida aos credores, reformar o país com políticas de austeridade que relançariam o crescimento económico.

Outubro de 2011 - Proposta para novo empréstimo financeiro de 130 mil milhões de euros.
Objectivo - Assegurar o pagamento da dívida aos credores, reformar o país com políticas de austeridade que relançariam o crescimento económico.

Janeiro de 2012 - Proposta para novo empréstimo financeiro de 145 mil milhões de euros.
Objectivo - Assegurar o pagamento da dívida aos credores, reformar o país com políticas de austeridade que relançariam o crescimento económico.

Desta vez é proposto que a Grécia ceda a governação económica a um comissário externo para que todo o esforço financeiro seja dedicado ao pagamento das dívidas aos credores e só depois sejam satisfeitas outras necessidades da economia.



A Grécia é co-governada desde 2010 pelo FMI e União Europeia e desde junho de 2011 que não possuí nenhum governo eleito democraticamente. Não atingiu nenhum dos objectivos propostos pelas políticas de cortes e reformas e entrou no 5º ano consecutivo de recessão. Certamente que neste filme os mais corruptos são os gregos.
 
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