O Estado do País

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A meu ver, os portugueses não votam em a,b ou c, porque representem o menor dos males. O que sei é que nos últimos 40anos não têm votado em quem não apresenta soluções, ou melhor, não votam em quem só oferece mundos e fundos com facilidades, pois soa a mentira descarada.
Então não percebo o que aqueles tipos do BE e PCP estão lá a fazer, porque a única coisa que fazem é prometer que se fossem eles não tinha sequer tido havido o presente programa de ajustamento. Tudo o que fazem é tentar uma imagem que a presente situação económica seria resolvida simplesmente por não pagar aos nossos credores, como alguns deputados desses partidos chegaram a fazer.

Eu gostava que o disseste fosse verdade, infelizmente não é isso que vejo :(.

Os senhores deputados que ganham o seu ordenado têm mesmo é de mostrar a realidade do país e o que pretendem mudar, de forma convincente para um país que depende da ajuda externa, caso contrário nunca vão ser eleitos, vão apenas conseguir cumprir com o seu ordenado.
Depois de ler este seu exercepto, lembrei-me da campanha de desinformação levada a cabo pela maioria sobre a TDT, onde uma certa deputada expôs uma certa quantidade de informações não totalmente verdadeiras.

Em suma, o que eu vejo, a fidelidade dos deputados, em primeiro lugar está para com o seu tachinho, em segundo lugar para com o seu partido (que por sua vez sustenta lobbies) e só depois para com os seus eleitores.

Falei primeiramente do BE e do PCP... A infelicidade é que não são apenas estes a fazer o que não deve ser feito.

Certamente estarei errado em muita coisa, mas a minha percepção é mesmo esta.
 
Então não percebo o que aqueles tipos do BE e PCP estão lá a fazer, porque a única coisa que fazem é prometer que se fossem eles não tinha sequer tido havido o presente programa de ajustamento. Tudo o que fazem é tentar uma imagem que a presente situação económica seria resolvida simplesmente por não pagar aos nossos credores, como alguns deputados desses partidos chegaram a fazer.

Eu gostava que o disseste fosse verdade, infelizmente não é isso que vejo :(.


Depois de ler este seu exercepto, lembrei-me da campanha de desinformação levada a cabo pela maioria sobre a TDT, onde uma certa deputada expôs uma certa quantidade de informações não totalmente verdadeiras.

Em suma, o que eu vejo, a fidelidade dos deputados, em primeiro lugar está para com o seu tachinho, em segundo lugar para com o seu partido (que por sua vez sustenta lobbies) e só depois para com os seus eleitores.

Falei primeiramente do BE e do PCP... A infelicidade é que não são apenas estes a fazer o que não deve ser feito.

Certamente estarei errado em muita coisa, mas a minha percepção é mesmo esta.

Essa é a percepção que todos os portugueses têm, e por vezes não se limitam ao tacho, passam a vida a defender a interioridade, mas na prática o que fazem é implementar medidas contrárias:
- portajar autoestradas do interior
- fechar contact centers no interior
- etc
por vezes terminam projetos de outros partidos e levam-nos para a capital, com outro nome ou moldes.

Quanto ao PCP e BE, também fazem falta, mas pecam precisamente por serem partidos situacionistas, ou seja, praticam a propaganda do momento imediato, e por isso nunca se comprometem com reformas de estado necessárias. Para eles Portugal não deveria estar na UE, nem aderir à moeda única, nem abrir mercado aos estrangeiros (ex china), ou seja, deviamos ser uma economia praticamente fechada, que desvaloriza o valor do dinheiro para depois aumentar ordenados, com inflações loucas! Portugal seria semelhante aos anos 80.
 
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Fazes bem em estar informado, mas quem mente mais, são os governos que a poucas semanas de eleições aumentam impostos ou os que que diminuem ?

Até é uma jogada "suicida", para o PSD aumentar impostos antes das eleições. Já aqui pus um excerto do João "Não Pagamos" Galamba a admitir que entre cortar na despesa e aumentar impostos, é esta última a opção que será tomada. De resto, para mim, mentira é sempre mentira. Isso de comparar mentiras para saber quem mente mais não só é perder tempo mas vai ao encontro do que escrevi, escolher "o menor de todos os males", ou seja, quem mente menos. E se, como eleitores e cidadãos, contentarmo-nos com pouco, asseguro que teremos pior ainda.

Nota ainda para o CDS que tem tido um percurso "interessante". Aprova as propostas mas aqui e ali vai dizendo, através do Paulo "Irrevogável a não ser que me deem uma promoção" Portas, que somos obrigados, é contra a nossa consciência, etc etc. Dá sempre jeito para as eleições. Andar na sombra chama menos a atenção.
 
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Em suma, o que eu vejo, a fidelidade dos deputados, em primeiro lugar está para com o seu tachinho, em segundo lugar para com o seu partido (que por sua vez sustenta lobbies) e só depois para com os seus eleitores.

Com a forma como são eleitos outra coisa não seria de esperar. Talvez com um sistema eleitoral diferente, círculos uninominais por exemplo, os eleitores passassem para o topo das preocupações dos deputados.
 
A vice-presidente do PSD Teresa Leal Coelho congratulou-se hoje pela «reversão extraordinária das condições dificílimas» que Portugal atravessou, dizendo que o país já é apelidado como «herói surpresa».

«Este é um momento histórico para Portugal, é o momento em que conseguimos uma reversão extraordinária das circunstâncias dificílimas em que estávamos há três anos atrás», afirmou Teresa Leal Coelho, em declarações aos jornalistas no parlamento, minutos depois do final da conferência de imprensa em que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, e a ministra de Estado e das Finanças, Maria Luís Albuquerque, anunciaram a conclusão por Portugal da 12.ª e última avaliação da 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional).

Considerando «absolutamente intolerável» que a oposição não reconheça o «resultado extraordinário» alcançado através de «sacrifícios tremendos», a vice-presidente social-democrata disse que Portugal já é hoje apelidada como «herói surpresa».

...

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3841196






A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, considera que se fizerem mais reformas nos últimos quatro anos do que nos 36 anteriores.

Na conferência de imprensa em que o Governo apresentou os resultados da 12ª avaliação da “troika”, esta sexta-feira, a ministra das Finanças saudou o sucesso do programa, que permitiu a recuperação financeira de Portugal. Um sucesso que, segundo a ministra, será apreciado no futuro.

(...)

O vice-primeiro-ministro terminou a sua intervenção elogiando o povo português pela forma como encarou estes quatro anos de resgate.

Mais tarde, questionado insistentemente pelos jornalistas sobre se o aumento do IVA em 0,25 pontos percentuais e da TSU em dois pontos percentuais representa um aumento de impostos, Paulo Portas não respondeu directamente à questão. Argumentou que o dinheiro arrecadado com esses valores não é para o Estado, mas sim para financiar as reformas e os sistemas de segurança social.

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=147247

Com tanto apelo ao orgulho nacional só falta soar o hino nas conferências de imprensa.

Para terminar:

 
Editado por um moderador:

Tudo entre amigos... (um exemplo apenas):

A pouco mais de um ano de terminar o seu primeiro mandato da era chinesa à frente da EDP, onde está há oito anos, o nome do gestor profissional António Mexia está a circular em meios financeiros restritos como estando na corrida à liderança do BES, que, no final de 2013, abriu o processo de sucessão de Ricardo Salgado.

Com 57 anos, economista de formação, Mexia é considerado “uma figura” próxima de José Maria Ricciardi, o banqueiro do BESI que protagoniza o braço-de-ferro com o seu primo direito Ricardo Salgado, com quem o presidente da EDP também se relaciona.

http://www.publico.pt/economia/noticia/mexia-entra-no-radar-para-a-lideranca-do-bes-1620084
 
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Com a forma como são eleitos outra coisa não seria de esperar. Talvez com um sistema eleitoral diferente, círculos uninominais por exemplo, os eleitores passassem para o topo das preocupações dos deputados.

Teóricamente já temos um sistema menos susceptivel aos lobbies, o sistema de financiamento directo do Estado aos partidos com deputados eleitos, oposto ao sistema americano de financiamento dos privados aos partidos. De-lhe da forma que lhe der, na questão dos lobbies é um bocado difícil de dar a volta á questão.

No que diz respeito aos deputados, a questão é bem mais difícil, eu penso simplesmente que muitos não deviam sequer estar na AR... Temos uma questão recente que é disso prova, e prova exactamente a questão de que os deputados estão mais interessados em manter as beneces que já adquiriram, ao invês de resolver uma questão pertinente, que espante-se, até foi uma questão levantada pelos partidos da esquerda. Estou a falar da exclusividade dos deputados, que actualmente, ainda não existe, pois muitos continuam a exercer funções pessoais, como a advocacia, o cómico, foi a solução de um deputado da maioria, ao afirmar, que se reduzisse o número de deputados de 230 para apenas 180, e que se o dinheiro poupado fosse distribuído equitativamente pelos restantes (o que daria cerca de 900€) então isso compensaria o regime de exclusividade, lol, mas isto cabe na cabeça de alguém?? Só isto já diz tudo a respeito de uma classe que está mais interessada no seu tachinho do que em servir aqueles que o elegeram :(.
 
António Vitorino tece hoje várias críticas à falta de debate sobre a permanência ou não de Portugal no euro, uma saída defendida por uns e criticada por outros.

“A opção de ficar ou sair do euro deveria ser esmiuçada” na campanha eleitoral para as eleições europeias, agendadas para o dia 25 de maio, aponta o antigo comissário europeu.

Contudo, considera que não existe na sociedade essa discussão, pois quem lança o tema escusa-se depois a sustentá-lo.

“Se a alternativa é sair do euro vamos discutir o que isso significaria para a vida quotidiana dos portugueses. Esse debate não está a ser feito”, assegura.

E não está a ser feito porque, explica, “aqueles que querem sair do euro – que são um bocadinho ao estilo ‘atiram a pedra mas escondem a mão’ – querem sair do euro uma ova”.

Na opinião de António Vitorino não são apenas os defensores da saída que devem promover um debate de ideias. Aqueles que defendem a permanência de Portugal no euro também se devem pronunciar e devem “explicar porque é que é importante ficar no euro, não apenas pelos constrangimentos que o euro traz para a nossa vida quotidiana”.

http://www.noticiasaominuto.com/politica/212138/querem-sair-do-euro-uma-ova

É verdade pois (notícia de 2013):

Sair do euro, sim; mas nunca numa operação conduzida por este governo. É esta a posição oficial do secretário-geral do PCP que num debate realizado na semana passada afirmou que “um futuro governo que assuma efectivamente a defesa dos interesses nacionais, dos trabalhadores e do nosso povo” tem o dever de “preparar o país para a saída do euro”.
Mas o processo, na opinião do secretário-geral do PCP, tem que ser considerado “em articulação com outros países”.

Por um lado, “o PCP não tem qualquer dúvida sobre a incompatibilidade radical entre a permanência no euro forte e na União Económica e Monetária” e a “política alternativa” que propõe “como patriótica e de esquerda, capaz de travar o rumo para o desastre que está em curso e abrir caminho ao crescimento económico e ao emprego”.

...

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/pcp-ja-defende-saida-euro-nunca-conduzida-este-governo

Critica-se a miséria no euro mas omite-se a extraordinária miséria que viria mal o país saisse do euro e ter que pagar as dívidas com uma moeda que seria profundamente desvalorizada (ainda por cima sendo nós profundamente dependente de importações).

Além de Bruxelas faria e fará de tudo para que nenhum país saia do Euro. Quando sair um parte-se tudo porque os mercados ficarão na expectativa e receosos. E à França e à Alemanha não interessa uma moeda forte (como já temos).

Por agora está tudo bem, altura de eleições dá nisso. Depois delas a questão Grécia virá novamente. Há que pagar aos banqueiros.

Por fim, o nosso primeiro ministro disse para os portugueses emigrarem. Bem, na Irlanda foi mais chique já que se mandou cartas:

Ireland asks unemployed citizens to move away

http://www.pbs.org/newshour/rundown/ireland-asks-unemployed-citizens-to-move-away/
 
É engraçado este mês vai haver eleições europeias, já que o PCP e o BE sempre foram contra a Europa, o Euro, porque raio esses partidos correm ao parlamento europeu se tudo é mau vindo do Euro e da Europa não iam a votos para as Europeias.
 
esta a espera de quando se for as urnas não se votar nesta gente, o paulinho das feiras já fez 3 birras e lá conseguiu ser vice primeiro, tipo canalha que não consegue ser o zerinhas e faz birra para ser primas, e fiquei a saber que o iva deixou de ser imposto, actualmente e o zézé seguro é da mesma laia, votem nos pequenos partidos emergentes para mostras desagrado pelos grandes
 
"Sairemos do programa de assistência sem qualquer programa cautelar", anunciou, este domingo, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, três anos depois da assinatura do memorando de entendimento com o FMI e as instituições europeias.

"Hoje (domingo), em Conselho de Ministros, o Governo decidiu que sairemos do programa de assistência sem recorrer a qualquer programa cautelar", afirmou Pedro Passos Coelho, numa declaração ao país, feita a partir da sua residência oficial, em São Bento, Lisboa, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

"Depois de uma profunda ponderação de todos os prós e contras, concluímos que esta é a escolha certa na altura certa. É a escolha que defende mais eficazmente os interesses de Portugal e dos portugueses e que melhor corresponde às suas justas expectativas", acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=3843739

Contudo...

Olli Rehn acusa o seu país de empurrar Portugal para uma saída “limpa” do resgate

É a Finlândia, e não a Alemanha, que está a pressionar Portugal.

http://www.publico.pt/economia/noti...tugal-para-uma-saida-limpa-do-resgate-1631668

:lol: Profunda Ponderação.

O Governo "escolheu" mas foi "obrigado". Quando se é forçado a escolha já foi tomada.

Mas também com frases destas...

O primeiro-ministro garantiu esta quinta-feira que o aumento do IVA e da TSU tem como objetivo aliviar os pensionistas e repartir os sacrifícios, sublinhando que a medida irá beneficiar a "médio prazo" a economia.

"[O aumento de] 0,25 por IVA e 0,2 da TSU custarão menos a suportar pela generalidade dos portugueses do que o mesmo valor só entre os pensionistas", declarou Passos Coelho na sessão comemorativa do 1º de Maio, promovida pelos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD).

Segundo o primeiro-ministro, os aumentos do IVA e da Taxa Social Única não terão qualquer efeito recessivo e visa garantir a sustentabilidade do sistema de pensões e não para a redução do défice.

"Os que dizem que vai ter um efeito recessivo, enganam-se, porque não estamos a ir buscar nem mais nem menos, é o mesmo. Pelo contrário, em certos aspetos podemos pensar que do ponto de vista económico esta solução a médio prazo será mais amiga do crescimento da economia porque estamos a restituir rendimento a quem tem uma propensão para o consumo muito elevada", explicou.

http://expresso.sapo.pt/aumento-do-iva-sera-amigo-da-economia-diz-passos=f867958_2?page=2&limit=15
 
isto é uma treta sempre a mentir ao país não se entendem, é esta a gente que controla os nossos destinos, cromos saidos das jotas que sobem a custo das cunhas, não se esqueçam que o senhor coelho esteve envolvido no famoso caso da formação de centenas de tecnicos municipais de aerodromos, nas varias eleições votem laranja ou rosa e fica provado que os portugueses adoram ser sodomisados há bruta
 
Pedro Passos Coelho confirmou hoje a saída limpa. No entanto a 'troika' quer que o Governo se comprometa com um "mini-memorando" de entendimento para o pós-troika, sabe o Económico.

Seria uma espécie de "Memorandum of Economic and Financial Policies", ao estilo do que está em vigor ao abrigo do programa de resgate que termina a 17 de Maio, com algumas medidas concretas e datas para serem concretizadas no pós-troika.

O documento seria apresentado como um acordo com as condições de reporte do Governo aos credores: o que terá de ser feito e quando, bem como os relatórios e informações a enviar para Bruxelas, Frankfurt e Washington, provando que as reformas estão a avançar.

O Económico contactou o Ministério das Finanças, mas até ao momento não foi prestado qualquer esclarecimento.

A existência deste memorando e o que vai ser inscrito no mesmo foi a grande fonte de divergências entre o Executivo e as autoridades internacionais durante a 12ª e última avaliação da 'troika', sabe o Económico.

As negociações foram especialmente duras com o FMI, que receia que Portugal perca o ímpeto reformista quando terminar o programa de resgate - algo que o Diário Económico também já tinha avançado esta semana.

O Governo resistiu à criação do "mini-memorando", receando que o mesmo seja visto como uma mancha na saída limpa e com a certeza de que será um ponto em que a oposição vai pegar para atacar o Executivo.

É que a Irlanda, apesar de se comprometer verbalmente com reformas e medidas depois de deixar a 'troika', não foi obrigada a assinar qualquer memorando pós-resgate com as autoridades internacionais, porque se confiou na vontade de Dublin em continuar o caminho do ajustamento. Foi apenas escrito um documento de duas páginas a descrever o que era a monitorização pós-programa e as condições do mesmo.

A 'troika' não tem tantas certezas no caso de Portugal, sobretudo tendo em conta o clima político: por um lado, Governo e PS não conseguem chegar a acordo para o rumo do país no pós-troika. Além disso, há eleições legislativas marcadas para 2015 e as autoridades internacionais vêem a coligação sem a força e coesão necessárias para prosseguir o caminho traçado até aqui.

Por isso, as autoridades internacionais querem deixar o país "amarrado" às reformas. Começaram então as divergências com o FMI: o Fundo exige que o documento traga várias medidas concretas, sobretudo do lado das pensões. Washington quer, aliás, que a famosa medida permanente de corte nas pensões, a mesma que não se vislumbra em nenhuma parte do Documento de Estratégia Orçamental, fique registada no memorando, a par de uma data para entrar em vigor.

Os últimos dias da semana passada foram de tensão nas reuniões, com o Governo a tentar suavizar as exigências do FMI quanto às medidas a inscrever no documento.

O Diário Económico não conseguiu apurar que medidas concretas acabaram por ficar fechadas, nem se a tal medida de corte permanente ficará detalhada no memorando. Sabendo de antemão que a margem da 'troika' para fazer exigências é, nesta altura, bem menor do que dantes, a ideia do Executivo era conseguir que, no máximo, o documento trouxesse os 'timmings' concretos para implementar algumas das medidas do Documento de Estratégia Orçamental. Nesse caso, seria mais fácil apresentar o documento, porque as condicionalidades seriam associadas a medidas definidas ainda no âmbito do programa de resgate, sendo indicado apenas o que teria de ser feito nos próximos meses.

Alguém teve de ceder, porque as negociações chegaram a bom porto e Portugal concluiu mesmo a 12ª e última avaliação da 'troika' sem qualquer tipo de 'prior actions' para ser aprovada - ao contrário do que aconteceu na 11ª avaliação, por exemplo.

http://economico.sapo.pt/noticias/troika-quer-condicionar-saida-limpa-com-minimemorando_192394.html
 
edit:

FMI recua e já não exigirá a Portugal um mini-memorando para saída limpa. A notícia foi avançada esta tarde pelo Negócios pouco antes das 20 horas, após confirmar com fontes das várias instituições da troika, e o Governo até já estava a trabalhar num “Memorando de Políticas Económicas e Financeiras”, mas afinal o plano não vai avante.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...e_deixa_cair_exigencia_de_mini_memorando.html

Esta notícia tinha que ser rapidamente desmentida (olha os mercados). Da próxima vez vão ter mais cuidado com as fugas de informação.
 
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